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Seminário: A «Mecânica dos Espíritos»: Fernando Pessoa e as matrizes Esotérica, Gnóstica e Neopagã do seu Pensamento e Obras

Seminário no quadro da PPGCOM da UERJ e do LABIM

Dia 13/05/2024 (segunda-feira), pelas 11hs (Brasil)//15 hs (Portugal)

 (Nota: «Mecânica dos Espíritos»: Título de uma obra de Rathenau (1867-1922), publicada em 1913, que influenciou Pessoa como outros pensadores como, por exemplo, Robert Musil e o seu «Homem sem Qualidades».)

 

  
Sinopse

As dimensões Esotérica, Gnóstica e Neopagã em Fernando Pessoa atravessam e fundamentam a «mecânica dos Espíritos» (Rathenau), sendo uma das matrizes (senão mesmo a principal) do seu pensamento e obras, quer poéticas quer ensaísticas, pilar recorrente da própria heteronímia enquanto processo da própria «Via hermética». Com efeito, a «arquitextura» desta «quadratura do círculo heteronímico», como temos designado todo este processo de «afinação espiritual», mais não é que o próprio exercício da Consciência e de «mito-logia de ser Eu de todas as maneiras» a «operarem», «multiplicando-se para se sentir». É a partir da sua «operatividade» que se desenvolve a «tentativa de reconstruir/reformar o (Neo-)Paganismo», base da defesa do «Regresso dos Deuses» nas suas diversas formas. Ao jogo da causalidade determinista, incompatível com a Liberdade e Espontaneidade Estéticas e filosóficas, contrapõe-se o «eso» como espaço de criação, dando sentido à Lei de Hermes (o «três vezes grande» e Mediador), num constante «diá-logo» (= Caminho através do Lógos) e Procura entre a Vida e a «Razão», o Sonho e o Real, pois, como se escreveu Tradicionalmente, «o Viajante não tem Morada fixa; a estrada é o seu lar» (I Ching, hexagrama 56). As duas obras teóricas em que se apoia esta «defesa/reconstrucção» Esotérica e Gnóstica, «nos seus dois ramos divergentes, o neo-paganismo portuguez» são «o Regresso dos Deuses de António Mora, e o Paganismo Superior de Fernando Pessoa» (Luis Filipe B. Teixeira, ORD, I,5), cujos documentos recolhemos, organizámos, transcrevemos e editámos. Em todo este processo, o Dr. António Mora que, sozinho, escreveu mais que Reis e Caeiro juntos, desempenha papel fulcral, quer pelas «teorizações» que desenvolve, quer por defender esse «retorno» dos Deuses a partir de um «Programa» preciso e bem delineado, assente numa «Theoria dos Deuses. O que são os Deuses?» e as próprias «Provas da existência dos deuses.» (Luis Filipe B. Teixeira, ORD, II, 217-220), documentos que também analisaremos neste Seminário. Assim, reflectiremos, sistematicamente, sobre tudo isto, bem como no sentido hermenêutico que cada um destes conceitos toma quando aplicados a Pessoa, demonstrando, quer particularmente, com base nos documentos existentes no espólio, quer a partir das suas articulações filosóficas, o sentido de todo este «programa» pessoano, simultaneamente Esotérico, Gnóstico, Neopagão em que «cada canto da minha alma é um altar a um deus diferente», escreve ele.

 

(Nota: Tomaremos por base os documentos do nosso «O Regresso dos Deuses. Fernando Pessoa e o Ideal Neo-Pagão: Edição e Estudo» (ORD), Edição de Autor/Escritas Mutantes, 16 Abril 2024, disponível em https://books.google.pt/books/about?id=8av-EAAAQBAJ&redir_esc=y  (Google Books/ Google Play); ou em https://www.amazon.com/dp/B0CYCPKYX6?ref_=pe_93986420_775043100 (nas Amazons – versão kindle))

 

 

Palavras-Chave: Fernando Pessoa, Heteronímia, Hermetismo, Gnosticismo, Neopaganismo, Filosofia

 

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